Livro 1: 12 Doutores, 12 Histórias (vários autores)

Amorecos! Acabei, faz uns poucos dias, o primeiro livro do meu projeto! Yay! Foi algo meio agridoce porque, ao mesmo tempo que que fiquei feliz de acabar 1 livro e poder, então, passar para o segundo (que já comecei, é O Lado Bom da Vida, do Matthew Quick), fiquei triste porque o livro era muito bom. E era sobre Doctor Who, e é sempre difícil se despedir de um Doctor – que dirá de doze!

O livro foi lançado primeiramente em 2013 para comemorar os 50 anos da série Doctor Who, e todo dia 23 de cada mês, uma história era lançada. Porém, eles só existiam no mundo digital. Depois disso, fizeram uma versão física (muuuuuuuuito mais legal, sejamos sinceros). E esse ano, com a troca do Doctor (sai Matt Smith, entra Peter Capaldi), publicaram uma nova edição, dessa vez com um conto a mais, estrelado pelo 12o Doctor. Lá fora, teve até edição especial, com cada conto sendo publicado separadamente e com capas lindas com as roupas que cada Doctor usava. Por favor, me diz quem aí vai na Inglaterra pra eu encomendar essa edição!!!!!!!!

Bowties are cool.

Bowties are cool.

Mas enfim, deixe-me parar de falar sobre os livros de lá e falar desse livro aqui que eu li! 12 Doutores, 12 Histórias (acho estranho demais chamar o Doctor de “Doutor”. É Doctor!) é composto, como já disse e como diz o título, de 12 histórias: uma para cada “encarnação” do Doctor. Explico esse lance de “encarnação” para os que não assistem Doctor Who. Pra começo de conversa, vocês precisam saber que Doctor Who é uma série que foi exibida pela primeira vez em 1963, e essa primeira fase da série foi até 1989. Porém, não era o mesmo ator que fazia o personagem principal, o Doctor, durante todos esses anos, os atores foram mudando. E isso era possível devido a um conceito chamado “regenaration”, ou seja, toda vez que o Doctor morre, ele não morre de verdade, ele se regenera. E nessa regeneração, ele muda de aparência. Isso foi criado por causa do primeiro ator a interpretar o Doctor, que tinha uma saúde ruim, e a produção do seriado percebeu que precisavam fazer alguma coisa caso algo acontecesse com ele. Como o Doctor é um alienígena, podiam inventar qualquer coisa, e aí, pronto, “regeneration” it is! Isso é legal também porque permite que a série dure pra sempre, e por isso foi possível a volta de Doctor Who em 2005, com outro ator, logicamente. E desde esse “revival”, já se foram 4 atores (que passaram pela série, e não que morreram, pelo amor de Deus!). Mas antes dos 4 novos, na primeira era (1963-1989) foram 8 atores que interpretaram o Doctor. E como 4 + 8 = 12, 12 Doutores, 12 Histórias! Ok, histórico finalizado, posso falar sobre o livro.

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Como eu já disse, eu gostei muito. Muito, muito, muito! Achei fantástica a ideia de colocar a história do Doctor nas mãos de autores “comuns”, e veja bem, usei comuns entre aspas porque quero dizer que não são roteiristas, e sim autores de livros, quadrinhos e etc. É muito legal saber, também, que são fãs de Doctor Who, e fico imaginando o quanto não foi emocionante pra eles escrever um conto de um programa que gostam tanto. Eu ia pirar! E piraria tanto que acho que nem conseguiria escrever! hahahahaha Mas essa galera aí conseguiu – e mandaram muito bem!

Não posso, porém, dizer que gostei de todas as histórias. No começo, eu estava gostando só das histórias de número ímpar: gostei da 1, não gostei da 2, gostei da 3… mas aí gostei da 4 e acabou com minha teoria de que só gostaria das ímpares. Obviamente, gostei mais de uns do que outros. São 12 histórias, não dá pra gostar de tudo, até porque o estilo do autor muda, e às vezes você pode não gostar desse determinado estilo. Isso, aliás, é algo muito interessante, você descobrir o estilo de alguns autores e, a partir daí, ter vontade de lê-los. Algumas histórias, como Na Ponta da Língua, de Patrick Ness, ou Luzes Apagadas, de Holly Black, são tão boas que me deu muita vontade de conhecer mais sobre o trabalho dos autores. Já outras achei meio chatinhas e isso me fez não ter vontade de ler mais nada de quem as escreveu, mesmo sabendo que é só uma vertente do trabalho desse escritor. Mas ah, tem tantos outros melhores por aí, por que ler algo de alguém que não gostei muito, certo?

Patrick Ness e Holly Black.

Patrick Ness, que também é autor do livro Chaos Walking, que está sendo adaptado para o cinema, e Holly Black, co-autora do livro As Crônicas de Spiderwick.

Outra coisa legal, principalmente para os “novos” fãs de Doctor Who (que não viram a série clássica), como eu, é conhecer um pouco dos Doctors antigos, que estão ali, “vivos”, nas páginas do livro. Se você for que nem eu, vai fazer uma breve pesquisa a cada começo de conto e descobrir quem eram os companions do Doctor que você está prestes a ler, qual é aquele que está na história que você tá lendo (porque, às vezes, mesmo um Doctor tendo vários companions ao mesmo tempo, o autor só escolhe um para colocar na história), e a aparência de todo mundo (santo Google!). E claro, você descobre como era o humor, as frases utilizadas, o jeito e o estilo de cada Doctor que você não viu na televisão. E isso é muito legal! Me senti conhecendo de verdade os 8 Doctors que vieram antes do Christopher Eccleston e foi muito emocionante. Porque os autores desse livro podem não ter sido os verdadeiros roteiristas da série, mas eles pegaram a essência de cada um para escrever, portanto é como se você estivesse lendo um episódio de Doctor Who. E, a partir de agora, pra mim, todas essas histórias que li aconteceram de verdade!

Leela e o 4o Doctor, ambos presentes no conto As Raízes do Mal, escrito por Philip Reeve, onde descobri que o Doctor já teve uma companion não-humana.

Leela e o 4o Doctor, ambos presentes no conto As Raízes do Mal, escrito por Philip Reeve, onde descobri que o Doctor já teve uma companion não-humana.

E claro que é muito legal também ler as histórias dos Doctors conhecidos, como Christopher Eccleston (presente no conto A Besta da Babilônia, escrito por Charlie Higson), David Tennant (amorzinho, no conto O Mistério da Cabana Assombrada, escrito por Derek Landy)), Matt Smith (em Hora Nenhuma, escrito pelo adorado Neil Gaiman) e Peter Capaldi (em Luzes Apagadas, um dos meus favoritos, como eu já mencionei). É fantástico descobrir em que momento da linha do tempo deles aconteceram as histórias, e pensar que podia totalmente se encaixar na série. Só não gostei tanto assim do conto com David Tennant, exatamente por ser com o David Tennant, ou seja, meu Doctor favorito, e eu estar esperando algo magnífico e extraordinário e o que li não correspondeu minhas expectativas. Mas o que é um desvio no caminho entre tantas histórias deliciosas de se ler?

Eu sabia que ia gostar do livro e, nisso, não tive decepções: o livro é maravilhoso! Recomendo a todos os fãs de Doctor Who, principalmente, mas também aos que não são, porque você não precisa ter visto a série para entender e gostar das histórias. Comecei minha lista de livros muito bem!!!!!!!!!

E para os fãs de Doctor Who, quero dizer que fiz um vídeo no meu canal no You Tube respondendo perguntas sobre Doctor Who, então vai lá e dá uma olhadinha! E não esqueça de seguir o blog e me seguir nas redes sociais!

Beijos!

12 Doutores, 12 Histórias

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Editora Rocco

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